Astronomy

Official IAU information

Name

Canis Major

IAU abbreviation

CMa

Stars in the catalogue

11

Identification

Nome

Cão Maior

Genitivo

Canis Majoris
1

Abreviação IAU

CMa
1

Tipo

Constelação (uma das 88 constelações modernas da IAU; uma das 48 constelações ptolomaicas)

Cultura de origem

Grécia antiga (formalização como figura), com antecedentes mesopotâmicos e egípcios ligados à estrela Sirius
2

Época

Catalogada por Ptolomeu no Almagesto (c. século II d.C.); a estrela Sirius já era venerada no Egito desde, pelo menos, c. 3285 a.C.
1

Idioma original

Grego (Κύων) e, para a estrela, possivelmente egípcio/semita antigo
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Asterisms

"X Egípcio" (histórico-cultural) — figura formada pelas estrelas Sirius (Cão Maior), Procyon (Cão Menor), Betelgeuse e Naos/Phact, com Sirius em um dos vértices; nome dado por associação com a importância desse Cão junto ao Nilo. Cruza várias constelações, não é interno a Cão Maior sozinho.
2
Não há, nas fontes consultadas, asterismo oficial da IAU documentado inteiramente contido dentro de Cão Maior — a constelação costuma ser tratada, ela mesma, como parte de conjuntos maiores (o "Cão de Órion", o par com Cão Menor).
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Technical data

Magnitude

dominada por Sirius (α CMa), magnitude aparente cerca de -1,43/-1,46, a estrela mais brilhante do céu noturno
2

Tamanho

43ª maior constelação em área do céu
1

Notes and recent research

Sistema múltiplo? Não se aplica (constelação); Sirius (α) é um sistema binário com uma anã branca companheira (Sirius B)
2
Exoplanetas? Não documentado nas fontes consultadas
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Outros dados relevantes:
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Cortada ao centro pelo Trópico de Capricórnio; sua borda leste toca a Via Láctea
2
Estrelas nomeadas principais, por magnitude decrescente: Sirius (α), Mirzam/Murzim (β), Wezen (δ), Adara (ε), Aludra (η), Furud (ζ), Muliphein (γ)
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Description

Constelação do hemisfério sul celeste, situada imediatamente a sudeste de Órion.
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Representada tradicionalmente como um cão de pé sobre as patas traseiras, "farejando" ou saltando atrás da Lebre (Lepus).
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Bayer e Flamsteed foram os únicos ilustradores a representá-la como um buldogue típico; a maioria das outras representações mostra um cão de caça esguio.
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Em mapas modernos, Sirius marca o focinho do cão; na descrição clássica de Ptolomeu, porém, a estrela ficava na boca/mandíbula da figura.
1
Contém 178 estrelas catalogadas até a 7ª magnitude, segundo Gould.
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History

Um Cão (não necessariamente distinto de Sirius) já era referido por Homero como Kuon, sem clareza se a menção era à estrela ou à futura constelação.
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Hesíodo e Aratos usaram o título Seirios, e Aratos acrescenta o epíteto megas ("grande"), mas apenas para caracterizar o brilho da estrela, não ainda para distingui-la formalmente do Cão Menor.
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A distinção entre os "dois Cães" (Cão Maior e Cão Menor) só aparece claramente na época do romano Vitrúvio.
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Ptolomeu formalizou Cão Maior como uma das 48 constelações do Almagesto, chamando-a simplesmente Κύων ("o Cão").
1
Hoje é uma das 88 constelações modernas reconhecidas pela IAU, com a abreviação oficial CMa.
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Antes da criação da constelação Columba (a Pomba) pelo cartógrafo Petrus Plancius, nove das onze estrelas listadas por Ptolomeu como próximas a Cão Maior (mas fora dela) foram usadas para formar essa nova constelação; uma foi transferida para Monoceros e uma foi eventualmente incorporada à própria Cão Maior (λ CMa).
1

Observation

Melhor época

Verão do Hemisfério Norte / Inverno do Hemisfério Sul (constelação de inverno no HN), visível com destaque no fim de janeiro/início de fevereiro à meia-noite; Sirius culmina em 11 de fevereiro.
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Localização

Hemisfério sul celeste, a sudeste de Órion — basta seguir o Cinturão de Órion para leste/sudeste até encontrar Sirius.
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Dificuldade

Fácil — Sirius é a estrela mais brilhante do céu noturno e inconfundível.

Instrumentos

A olho nu já é a atração principal; binóculos ou telescópio revelam melhor as demais estrelas da figura e, com instrumentos maiores, a companheira Sirius B.

Curiosities

Sirius já foi vista a olho nu em pleno dia por Bond, em Cambridge (Massachusetts), e por outros observadores em condições ópticas favoráveis.
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Kant chegou a especular que Sirius fosse o "sol central" da Via Láctea; dezoito séculos antes dele, Manílio já a havia descrito como "um sol distante a iluminar corpos remotos".
2
No mapa de Johann Bode (Uranographia, 1801), há uma misteriosa criatura marinha escamosa escondida atrás dos quartos traseiros do cão, sem explicação mitológica ou científica conhecida — possivelmente um "easter egg" de Bode.
1
Bayer posicionou Sirius no focinho do cão, não na boca, diferente da descrição clássica de Ptolomeu; Bode seguiu Bayer, mas Hevelius e Flamsteed mantiveram a posição na boca/mandíbula, mais fiel a Ptolomeu.
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A brilhante Sirius já foi descrita como avermelhada por Ptolomeu, o que gerou décadas de debate entre astrônomos (See x Schiaparelli) sobre uma possível mudança de cor da estrela ao longo da história — debate hoje considerado, em geral, superado a favor da hipótese de erro/tradução antiga.
2

References

  1. Star Tales — Canis Major — RIDPATH, Ian
  2. Star Names: Their Lore and Meaning — ALLEN, Richard Hinckley — 1963 [1899]