Astronomy

Official IAU information

Name

Taurus

IAU abbreviation

Tau

Stars in the catalogue

17

Identification

Nome

Touro (Taurus)

Abreviação IAU

Tau

Tipo

Constelação zodiacal

Cultura de origem

múltipla — mesopotâmica, grega, egípcia, persa, hindu, chinesa (ver "Tradições culturais")

Época

uma das constelações mais antigas documentadas; marcou o equinócio de primavera de ~4000 a 1700 a.C.
1

Idioma original

sumério/acadiano (nomeação mais antiga documentada); grego/latim (nome atual, via Taurus)

Asterisms

Plêiades (M45) — aglomerado aberto no ombro do touro (posição tradicional; outras fontes antigas colocam nas costas, garupa ou cauda). Sete irmãs nomeadas: Alcyone (η Tau — a estrela central, "a Galinha"), Electra (17 Tau — mãe de Dárdano, fundador de Troia), Celaeno (16 Tau — "a Pleiade Perdida" nalgumas versões), Taygeta (19 Tau), Maia (20 Tau — a mais velha, mãe de Hermes), Merope (23 Tau — única casada com um mortal, Sísifo), Asterope/Sterope (21/22 Tau) — filhas de Atlas (27 Tau) e Pleione (28 Tau)
1
Híades — aglomerado que forma o "V" da face do touro, incluindo as estrelas Prima Hyadum (γ Tau), Hyadum II (δ Tau), θ Tau, Ain (ε Tau) e Aldebaran (α Tau, olho sul) — Aldebaran é apenas um alinhamento de primeiro plano, a ~67 anos-luz, e não pertence fisicamente ao aglomerado real das Híades, que está a ~150 anos-luz
1
Chifres do touro: Al Hecka (ζ Tau) e ι Tau na ponta do chifre sul; El Nath (β Tau) na ponta do chifre norte
1

Technical data

Magnitude

estrela mais brilhante é Aldebaran (magnitude 0,85) — ver captura própria de Aldebaran

Coordenadas

ascensão reta aproximada entre 3h23m e 5h53m; declinação entre -1° e +31°
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Outros dados relevantes

Touro é uma das 48 constelações originais listadas por Ptolomeu no Almagesto e uma das 12 do zodíaco. Contém a Nebulosa do Caranguejo (M1), remanescente da supernova SN 1054, registrada por astrônomos chineses e árabes — dado de conhecimento astronômico geral, não extraído das refs locais consultadas nesta captura
3

Notes and recent research

Sistema múltiplo? não aplicável
*
Exoplanetas? não aplicável a nível de constelação (ver Aldebaran para o caso individual)
*

Description

Representa apenas a metade dianteira de um touro emergindo — a garupa não é mostrada
1
Explicação mítica antiga: os quartos traseiros estariam submersos, pois o touro nadou carregando Europa
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Explicação de Ridpath: não há espaço no céu para a parte traseira, pois Cetus e Áries ocupam esse espaço; a constelação é, como Pégaso, "cortada ao meio"
3
Segundo Aratos, o touro é descrito "agachado" (crouching); Manilius o descreve como manco, com moral: "o céu nos ensina a suportar a perda com fortaleza, já que até as constelações são talhadas com membros deformados"
3
A constelação parece se mover "de costas" no céu, como se recuasse de Órion
3
Tradicionalmente representado sempre branco (candidus Taurus), origem do "Whyte Bole" de Chaucer
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History

Descoberta: uma das constelações mais antigas conhecidas — "possivelmente a primeira estabelecida", por ter marcado o equinócio de primavera de cerca de 4000 a 1700 a.C.
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Evolução histórica: origem mesopotâmica como "Touro do Céu" (GU4.AN.NA), documentada no MUL.APIN; nomeação greco-latina consolidada por Ptolomeu no Almagesto
1
Mudanças de nomenclatura: variantes em múltiplas línguas (ver "Identificação")
*
Eventos importantes: Touro, Leão e Escorpião (junto de um quarto ponto aquático, depois Aquário) formavam os "pilares" cardeais do zodíaco mais antigo entre 4400 e 2200 a.C., de acordo com a hipótese de Hartner — motivo iconográfico "Leão atacando o Touro" documentado em selos do 4º milênio a.C. até Persépolis (~500 a.C.). Constelação obsoleta Taurus Poniatovii (Touro de Poniatowski), criada em 1781 pelo Abade Hell em homenagem a Jorge II da Inglaterra, situada entre as patas dianteiras de Touro e Erídano — hoje sem uso
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Observation

Melhor época

visível com destaque nos meses de inverno do hemisfério norte (novembro a março), mesma janela de Aldebaran

Localização

seguir a linha do Cinturão de Órion para o noroeste até alcançar as Híades e, mais além, as Plêiades

Dificuldade

fácil — constelação proeminente com dois aglomerados a olho nu

Instrumentos

as Plêiades e as Híades são visíveis a olho nu; binóculos revelam mais estrelas de ambos os aglomerados

Curiosities

A figura tradicional do touro é incompleta — só a parte frontal aparece emergindo, com os árabes chamando a parte traseira ausente de "Al Hatt"
1
Manilius via na deformidade da figura (touro sem garupa) uma lição moral sobre suportar perdas com fortaleza
3
O culto ao touro na primavera pode estar ligado à própria posição precessional de Touro no equinócio, segundo hipótese citada por Kynes
5
A troca do culto ao touro (Bezerro de Ouro) pelo culto ao cordeiro na narrativa bíblica de Moisés é lida por Brady como reflexo simbólico da mudança do equinócio de Touro para Áries — 🔴 leitura interpretativa da autora, não fato histórico consensual
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References

  1. Star Names: Their Lore and Meaning — ALLEN, Richard Hinckley — 1963 [1899]
  2. Fixed Star, Sign and Constellation Magic — WARNOCK, Christopher
  3. Star Tales — RIDPATH, Ian ↗
  4. Essay on the Origins of Constellations 1: Mesopotamian Tradition — Autor acadêmico não identificado nesta captura
  5. Star Magic: The Wisdom of the Constellations for Pagans & Wiccans — KYNES, Sandra — 2015
  6. Brady's Book of Fixed Stars — BRADY, Bernadette — 1998