Sistema múltiplo? Diversas estrelas da constelação são binárias/múltiplas (η Cas, μ Cas)
2Constelação
Cassiopeia
Cadeira
Comando de respeito
Descanso
Dignidade
Firmeza
Fortalecimento dos membros
Humildade
Punição
Queda e reerguimento
Respeito
Restauração de força
Saturno
Soberania feminina
Sono
Talismã de restauração
Trono
Vaidade
Vênus (natureza planetária ptolomaica)
Como esta página é gerada
Astronomia
Informação oficial da IAU
Nome
Cassiopeia
Abreviação da IAU
Cas
Estrelas no catálogo
8
Identificação
Nome
Cassiopeia
Designações
Cas (abreviação IAU); genitivo Cassiopeiae
Tipo
constelação — uma das 48 constelações gregas listadas por Ptolomeu no Almagesto
1
Cultura de origem
mito grego clássico; ecos em tradições árabe, chinesa, egípcia, celta e romana
2
Época
catalogada por Ptolomeu no séc. II d.C.; a figura mítica é anterior, atestada em autores gregos do séc. V a.C. (Eurípides, Sófocles)
2
Idioma original
grego
Dados técnicos
Distância
não aplicável (constelação); estrelas principais variam de ~19 (Achird) a ~610 anos-luz (Gamma Cas)
3
Magnitude
estrela mais brilhante, Schedar (α Cas), magnitude aparente 2,24
3
Classe espectral
Schedar é gigante laranja K0III
4
Cor
Schedar — laranja; Caph (β Cas) — branco-amarelada; Cih/Gamma Cas — branco brilhante
2
Coordenadas
A.R. aprox. 22h57m–03h41m; Dec. aprox. +48,7° a +77,7°
4
Movimento próprio
μ Cassiopeiae tem movimento próprio elevado, de ~3,8″ ao ano segundo Allen (1889)
2
Luminosidade
Schedar tem cerca de 734 vezes a luminosidade solar
4
Outros dados relevantes
25ª maior constelação do céu, com 598,407 graus quadrados (1,45% do céu); contém 157 estrelas até magnitude 6,5 dentro de seus limites
4
Notas e pesquisa recente
Exoplanetas? Não documentado nesta pesquisa
*Descrição
Constelação circumpolar do hemisfério norte, facilmente reconhecível por cinco estrelas de magnitude 2 a 3,7 (Schedar, Caph, Cih/Gamma, Ruchbah, Segin) dispostas em forma de W — ou M, quando a figura está de cabeça para baixo em relação ao polo. Localiza-se entre Cepheus, Andromeda e Perseu, atravessada pela Via Láctea.
2História
Descoberta / registro: figura estelar de origem muito antiga; possivelmente já representada em selos da Mesopotâmia como parte da "família real" celeste. Catalogada formalmente por Ptolomeu no Almagesto (séc. II d.C.) entre as 48 constelações clássicas.
2Evolução histórica: os gregos clássicos (Eurípides, Sófocles, séc. V a.C.) já a conheciam como Kassiepeia e hē tou thronou, "Ela do Trono". Os árabes tinham duas tradições distintas: a "Senhora na Cadeira" (Al Dhat al Kursiyy), adaptação do nome grego, e uma figura própria anterior, a "Mão Manchada de Hena" (Kaff al Hadib), sem relação com a rainha. No período cristão medieval, a figura foi reinterpretada como Maria Madalena, Débora ou Bate-Seba.
2Mudanças de nomenclatura: variações latinas incluem Mulier Sedis, Sedes, Sella, Solium, Cathedra (esta última um erro de leitura de Bayer, segundo Allen).
2Eventos importantes: em novembro de 1572, uma supernova (SN 1572, "Estrela de Tycho") apareceu próxima ao W de Cassiopeia, chegando a magnitude -4 (comparável a Vênus) e permanecendo visível por mais de um ano — um dos eventos mais importantes da história da astronomia observacional, catalogado por Tycho Brahe.
1Observação
Melhor época
visível o ano todo em latitudes médias e altas do hemisfério norte (constelação circumpolar); mais alta no céu noturno de outono/inverno boreal
Localização
hemisfério norte, entre Cepheus, Andrômeda e Perseu, do outro lado do polo celeste em relação à Ursa Maior
Dificuldade
fácil — o W é um dos padrões mais reconhecíveis do céu noturno
Instrumentos
a olho nu para o padrão em W; binóculos ou telescópio para os aglomerados abertos e para observar a variabilidade de Gamma Cassiopeiae
Curiosidades
A supernova de 1572 (Estrela de Tycho) foi um dos eventos que impulsionou Tycho Brahe a compilar seu catálogo estelar, além de gerar previsões apocalípticas de Beza sobre a segunda vinda de Cristo, por ser interpretada como reaparição da Estrela de Belém.
2Cepheus e Cassiopeia formam o único casal marido-mulher entre as constelações.
1Em português popular, o "W" de Cassiopeia é frequentemente comparado a uma cadeira ou a um relógio celeste, já que a orientação das cinco estrelas principais em relação ao polo indica aproximadamente a hora sideral.
2O gênero de água-viva "de cabeça para baixo", Cassiopea, deriva seu nome da postura invertida da rainha no céu.
5Referências
Nomes
Como esta constelação foi chamada em diferentes culturas
Origem não especificada
Referências
- Star Names: Their Lore and Meaning — ALLEN, Richard Hinckley — 1963 [1899]
Mitos
Tradições culturais
Mesopotâmia
Não há registro direto da figura mítica da rainha na tradição mesopotâmica original. A região estelar de Cassiopeia foi posteriormente associada, na astronomia árabe pós-clássica (Ptolomeu/Al-Sufi), à constelação do Camelo, possivelmente derivada do "Cervo" babilônico: β Cas correspondia à corcova do camelo, e α Cas ("estrela vermelha brilhante") ao seu lombo, conforme descrito no MUL.APIN. Há também registro de que a figura da "família real" celeste (Cefeu, Cassiopeia, Andrômeda) era conhecida em selos do Eufrates, sem detalhamento adicional na fonte consultada.
1Egito
Renouf identificou a região com a "Perna" (Leg), mencionada no Livro dos Mortos: "Salve, perna do céu do norte na grande bacia visível". Egípcios teriam colocado a forma da constelação, junto ao resto da "família real" celeste, em selos. Landseer, especulando sobre a origem etíope do mito, chamou-a de "Cushiopeia", Rainha de Cush/Kush.
2Grécia
Fonte primária do mito clássico: Cassiopeia, esposa de Cefeu, rei da Etiópia (não a África atual, mas uma região do Mediterrâneo oriental que hoje corresponderia a partes do Egito, Jordânia, Israel e Líbano). Vangloriou-se de que sua beleza — ou a de sua filha Andrômeda — superava a das Nereidas, ninfas do mar filhas de Nereu; Poseidon enviou o monstro marinho Ceto para devastar o reino como punição. Autores clássicos: Eurípides, Sófocles (séc. V a.C.), Arato (Fenômenos), Higino (Astronomica II.10), Manílio (Astronomica, séc. I d.C.).
3Roma
Os romanos transliteraram o nome grego, mas também a conheciam como Mulier Sedis ("Mulher da Cadeira"), Sedes (regalis/regia), Sella e Solium.
2Pérsia
Al Tizini via nela um "Camelo Ajoelhado" (associado ao nome Shuter, comum para esse animal na Pérsia).
2Índia
Os hindus a chamavam Casyapi (Kasyapi), termo evidentemente derivado do nome clássico grego, segundo La Lande. Não documentada relação com o sábio Kashyapa além de uma especulação etimológica não verificada do site Constellations of Words (rebaixada a 🔴 nesta nota).
2China
Nas cartas chinesas antigas, o W de Cassiopeia não era percebido como unidade; três de suas estrelas (Gama, Eta, Alfa) faziam parte de Wang Liang, lendário cocheiro do reino de Jin (~470 a.C.), junto a Kappa Cassiopeiae como seu chicote. Delta e Epsilon Cas integravam Gedao, cadeia de seis estrelas representando um caminho de acesso ao "Palácio Central" (região circumpolar). A supernova de Tycho (1572) foi registrada como Ko Sing, "a Estrela Hóspede".
4Mundo Árabe
Duas tradições distintas e não relacionadas entre si: (1) Al Dhat al Kursiyy, "a Senhora na Cadeira", adaptação tardia do nome grego; (2) Kaff al Hadib, "a Mão Grande Manchada de Hena", figura pré-islâmica independente que incluía também o aglomerado nebuloso na mão de Perseu. Os primeiros árabes também viam "Dois Cães" formados por Cassiopeia e Cefeu. No Livro das Estrelas Fixas de Al-Sufi (c. 964 d.C.), a constelação aparece como Dhāt al-Kursīy, "a mulher com o trono".
2Outras culturas
Celtas: por estar quase totalmente na Via Láctea, os celtas a associaram a Llys Don, "a Casa/Corte de Don", rainha-mãe fada e mãe do personagem mítico Gwydyon. Galês (uso pagão moderno): Sandra Kynes liga Cassiopeia e Cefeu a Dôn e Beli Mawr, deusa-mãe e deus da morte galeses, como o "Senhor e a Senhora" que presidem o Samhain. Lituânia: Grimm registra o nome Jostandis, de Josta ("cinto"), sem explicação.
2Mitologia
Cassiopeia era rainha da Etiópia (região do Mediterrâneo oriental na geografia mítica antiga, não o país africano moderno), esposa do rei Cefeu e mãe de Andrômeda. Vaidosa, ela se gabou de que sua beleza — ou a de sua filha — superava a das Nereidas, as cinquenta ninfas do mar, filhas de Nereu; uma delas, Anfitrite, era esposa de Poseidon. Ultrajadas, as Nereidas pediram a Poseidon que vingasse a ofensa. O deus enviou um monstro marinho (Ceto) para devastar a costa do reino de Cefeu. Em desespero, Cefeu consultou o oráculo de Amon na Líbia e foi informado de que a única forma de salvar seu reino era sacrificar Andrômeda ao monstro. Acorrentada a um rochedo, Andromeda foi salva pelo herói Perseu, que se apaixonou por ela, matou o monstro e a desposou, com o consentimento dos pais.
4Como punição por sua soberba, Cassiopeia foi colocada no céu presa ao próprio trono, condenada a girar eternamente ao redor do polo celeste — por vezes de cabeça para baixo, numa posição indigna, como lição de humildade. Arato descreveu-a "sentada como uma acrobata, de cabeça para baixo". Higino (Astronomica II.10) já descrevia a figura amarrada ao assento para não cair enquanto gira. Bernadette Brady lê o mito como um eco do mesmo tema arquetípico do aprisionamento de Hera por Zeus numa cadeira mecânica de braços que se fecham — a contenção ritual do poder feminino.
2Referências
- Origins of the Ancient Constellations: I. The Mesopotamian Traditions — ROGERS, John H. — 1998
- Star Names: Their Lore and Meaning — ALLEN, Richard Hinckley — 1963 [1899]
- Star Magic: The Wisdom of the Constellations for Pagans & Wiccans — KYNES, Sandra — 2015
- Star Tales — Cassiopeia — RIDPATH, Ian ↗
Astrologia
A constelação na astrologia
Astrologia de estrelas fixas
Constelação sempre representada como uma figura feminina sentada em um trono/cadeira, elemento tão central que dá nome à maioria de suas denominações históricas (grega, latina, árabe).
1A etimologia da palavra "trono" (indo-europeu dher, "segurar firmemente") liga-se a "firmamento", "dharma" e "afirmar" — Cassiopeia é, etimologicamente, aquela que "segura firme" seu lugar. Esta análise etimológica específica (conexão dher/dharma/Cassiopeia) é do site Constellations of Words e não está confirmada por fontes lexicográficas independentes consultadas nesta pesquisa — rebaixada a 🟡.
2A partir de Dürer (1515), Cassiopeia passou a ser representada segurando um ramo de palma erguido, em vez dos braços estendidos e amarrados das versões mais antigas.
3No século XVII, em releituras religiosas dos céus, tornou-se Maria Madalena, Débora (sentada em julgamento sob a palmeira do Monte Efraim) ou Bate-Seba, mãe de Salomão.
1Ptolomeu (Tetrabiblos I.9, séc. II d.C.)
A constelação tem natureza de Saturno e Vênus.
1Vivian Robson (The Fixed Stars and Constellations in Astrology, 1923)
"Dá altivez, ostentação e orgulho exagerado, mas ao mesmo tempo o poder de comandar respeito".
4Associada pelos cabalistas à letra hebraica Beth e ao 2º Trunfo do Tarô, "A Sacerdotisa".
4Na seção de "Influência Mágica das Constelações": "Restaura corpos fracos e fortalece os membros".
4Bernadette Brady (Brady's Book of Fixed Stars, 1998)
Trata majoritariamente de Schedar (α Cassiopeiae), a estrela mais brilhante, "o peito esquerdo da rainha".
5"O tema principal deste grupo de estrelas é a soberania feminina, inicialmente colocada ao lado do rei em equilíbrio, mas lançada a um estado de punição quando esse equilíbrio se perde".
5"Se retirarmos as correntes, o castigo e a perda de dignidade, o que resta é o potencial de comandar respeito. [...] o arquétipo da rainha: uma habilidade natural de comandar respeito, dotada de sabedoria, incorporando um estilo de liderança baseado no modelo feminino que incorpora intuição e misticismo".
5Cita Ebertin (avisa sobre excesso de boa vida levando a dificuldades, e sugere certo poder demoníaco associado à estrela) e Rigor (também menciona poder demoníaco e tristezas amorosas, mas fama através da ajuda de superiores) — mantidos como estão na fonte, sem correção.
5Exemplos natais citados por Brady: General George Patton (Lua se pondo quando Schedar culminava), Margaret Thatcher (Marte no Fundo do Céu quando Schedar culminava) e a princesa Diana (Júpiter se pondo quando Schedar culminava).
5Referências
Magia
Correspondências mágicas
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Orações
Saudações, encantamentos, canalizações e invocações desta constelação. Esta parte da ficha é aberta a membros: entre para ler.
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