Astronomia

Informação oficial da IAU

Designação

HR 2491

HIP

32349

ID de Bayer

α CMa

Magnitude visual

-1,44

Ascensão reta (J2000)

101,287°

Declinação (J2000)

-16,7161°

Adoção pela IAU

2016/06/30

Origem do nome

From its ancient Greek name Σείριος, "the Scorching one", or "Brilliant One", appropriate for this brightest of the fixed stars. Reapplied in Renaissance times.

Identificação

Nome

Sirius
1

Designações

Alfa (α) Canis Majoris
1

Tipo

Estrela (sistema binário)
2

Constelação

Cão Maior (Canis Major)
1

Cultura de origem

Grécia Antiga (nome), com culto documentado também no Egito Antigo
1

Época

Nome grego atestado desde Hesíodo, c. 700 a.C.; culto egípcio documentado desde c. 3285 a.C.
1

Idioma original

Grego (Σείριος, Seirios)
1

Asterismos

Triângulo de Inverno (histórico-cultural) — estrelas: Sirius, Betelgeuse (Orion) e Procyon (Cão Menor)
3
Hexágono de Inverno (histórico-cultural) — Sirius atua como âncora sul do padrão, junto a Rigel, Aldebaran, Capella, Pollux e Procyon
3
"X Egípcio" — figura formada por Sirius, Procyon, Betelgeuse, Naos e Phaet, com Sirius em um dos vértices; denominação de Allen, sem confirmação de uso egípcio real
1

Dados técnicos

Distância

8,6 anos-luz
4

Magnitude

aparente −1,46 (ou −1,44, conforme a fonte); absoluta +1,45
1

Classe espectral

A1 (Sirius A)
1

Cor

branco-azulada, com cintilação multicolorida a olho nu
4

Coordenadas

Ascensão reta 06h 45m; Declinação −16° 42'
1

Movimento próprio

aproximando-se do Sistema Solar a cerca de 16 km/s (medição do sec. XIX: "quase dez milhas por segundo")
1

Massa

Sirius A ≈ 2 massas solares; Sirius B ≈ 1,00 ± 0,02 massa solar
4

Luminosidade

cerca de 26 vezes a do Sol (Sirius A)
4

Idade

225–250 milhões de anos
4

Sistema múltiplo?

Sim — binário com Sirius B, anã branca, período orbital de 50,1 anos, separação média de 19,8 UA
4

Notas e pesquisa recente

Sirius B foi o primeiro objeto astronômico identificado como anã branca; sua existência foi deduzida por Bessel em 1844 a partir de irregularidades no movimento próprio de Sirius A, e a companheira foi observada pela primeira vez em 1862 por Alvan Clark
4
Estima-se que Sirius B tenha começado como uma estrela azul quente de tipo B com cerca de cinco vezes a massa do Sol, perdendo cerca de 80% de sua massa ao se tornar gigante vermelha e depois anã branca
4
Investigações do século XIX indicavam parallax de 0",39, resultando em distância estimada de 8,3 anos-luz — valor próximo, mas não idêntico ao aceito hoje (8,6 anos-luz); reflete a precisão instrumental da época
1

Descrição

Sirius é um sistema binário composto por Sirius A (estrela da sequência principal) e Sirius B (anã branca, "a Pup")
4
É a estrela mais próxima da Terra visível a olho nu para a maior parte da população mundial, sétimo sistema estelar mais próximo do Sol
4
É conhecida por cintilar visivelmente com múltiplas cores a olho nu, fenômeno raro entre as estrelas
4

História

O culto egípcio a Sirius/Sopdet remonta a cerca de 3285 a.C., com o hieróglifo de um cão aparecendo em monumentos por todo o Egito
1
Lockyer identificou possivelmente sete templos egípcios orientados ao nascer de Sirius, incluindo o templo de Hatshepsut em Deir el-Bahari
1
O templo-degrau de Sakkara (c. 2700 a.C.) também é associado à veneração de Sirius
1
Halley descobriu o movimento próprio das estrelas em 1718 ao comparar as posições de Arcturus, Sirius e Aldebaran com catálogos antigos
4
Bessel, após dez anos de observação, concluiu em 1844 que Sirius tinha uma companheira invisível
1
A companheira (Sirius B) foi observada pela primeira vez em 31 de janeiro de 1862 por Alvan Clark, ao testar uma nova luneta refratora de 18½ polegadas
1
De acordo com Reiner, Pingree e outros pesquisadores da Assiriologia, as listas estelares do compêndio babilônico MUL.APIN — que inclui referências a Sirius/Šukūdu — datam de aproximadamente 1000–1300 a.C., com incertezas sobre o local exato de observação
5

Observação

Melhor época

Verão no Hemisfério Norte (nascer helíaco em torno de 7–10 de agosto, dependendo da latitude); visível com facilidade nas noites de inverno no Hemisfério Norte e de verão no Hemisfério Sul
4

Localização

Cão Maior, próxima ao Cinturão de Órion; localizável prolongando a linha das Três Marias para sudeste
6

Dificuldade

Fácil — estrela mais brilhante do céu noturno, visível mesmo em áreas urbanas com poluição luminosa
6

Instrumentos

Nenhum necessário a olho nu; a companheira Sirius B exige telescópio de boa abertura e ótica limpa para observação
4

Curiosidades

Sirius é a origem da expressão "dias de cão" (dog days), o período mais quente do verão no hemisfério norte, associado ao seu nascer helíaco simultâneo ao do Sol
1
O termo médico "siríase" (insolação) deriva do nome grego da estrela, seirian, "quente, escaldante"
3
Segundo Plínio, o mel se originaria do "orvalho" que cai do céu no nascer de certas estrelas, especialmente Sirius
1
O filósofo Kant considerava Sirius o sol central da Via Láctea — ideia hoje superada pela astronomia moderna, mas historicamente relevante para o simbolismo posterior da estrela
1
Sirius foi observada a olho nu em pleno dia por astrônomos do séc. XIX, incluindo Bond, em Cambridge, Massachusetts
1
O tipo espectral de Sirius (tipo A) deu nome a uma das classificações estelares de Secchi, "estrelas sirianas"
4

Referências

  1. Star Names: Their Lore and Meaning — ALLEN, Richard Hinckley — 1963 [1899]
  2. Brady's Book of Fixed Stars — BRADY, Bernadette — 1998
  3. Star Magic: The Wisdom of the Constellations for Pagans & Wiccans — KYNES, Sandra — 2015
  4. The Brightest Stars: Discovering the Universe through the Sky's Most Brilliant Stars — SCHAAF, Fred — 2008
  5. MUL.APIN: An Astronomical Compendium in Cuneiform — HUNGER, Hermann; PINGREE, David
  6. Módulo 1 — Sirius — DAW, Aileen