Glifo estelar de Spica

Estrela em Virgo

Spica

α Vir HR 5056 HIP 65474

Its ancient Roman name meaning "the Ear of Grain", after the star's Greek name στάχυς of identical meaning (in turn having obvious origins among the Babylonians and Sumerians). Reapplied in Renaissance times.

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Astronomia

Informação oficial da IAU

Designação

HR 5056

HIP

65474

ID de Bayer

α Vir

Adoção pela IAU

2016/06/30

Origem do nome

Its ancient Roman name meaning "the Ear of Grain", after the star's Greek name στάχυς of identical meaning (in turn having obvious origins among the Babylonians and Sumerians). Reapplied in Renaissance times.

Identificação

Nome

Spica
1

Designações

α Virginis (Bayer)

Longitude 1900

22 Libra 27′
1

Longitude 2000

23 Libra 50′
1

Tipo

binária espectroscópica, componente principal gigante/subgigante azul B1III-IV
2

Constelação

Virgem (Virgo)

Cultura de origem

múltipla — grega, romana, árabe, babilônica, egípcia, chinesa, hindu, persa (ver "Tradições culturais")

Época

nomenclatura latina consolidada na Antiguidade romana; observação documentada desde a Babilônia

Idioma original

latim (Spica = "espiga"); grego (Στάχυς, Stachys, mesmo significado)
1

Asterismos

Diamante de Virgem (histórico-cultural) — estrelas: Spica, Arcturus, Denebola e Cor Caroli, com 50° de extensão norte-sul
1
Jiao (chinês, "chifre do Dragão Azul"; também 1º dos 28 sieu/mansões lunares chinesas) — estrelas: Spica e ζ Virginis (Heze), com a eclíptica passando entre as duas, formando um "portão" para o Sol, a Lua e os planetas
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Dados técnicos

Distância

250 ± 10 anos-luz (77 ± 4 parsecs), a partir de paralaxe de 13,06 ± 0,70 mas
2

Magnitude

+0,97 (variável entre 0,97 e 1,04)
2

Classe espectral

B1III-IV (componente principal); B2V a B4-7V (componente secundária, conforme o estudo)
2

Cor

branco-azulada, brilhante
1

Ascensão reta

13h 25m 11,58s
2

Declinação

−11° 09′ 40,75″
2

Massa

11,43 ± 1,15 massas solares (componente principal); 7,21 ± 0,75 massas solares (secundária)
2

Raio

7,47 ± 0,54 raios solares (principal); 3,74 ± 0,53 raios solares (secundária)
2

Luminosidade

~20.500 (+5.000/−4.000) luminosidades solares (principal); ~2.300 (+1.200/−800) luminosidades solares (secundária)
2

Temperatura

25.300 ± 500 K (principal); 20.900 ± 800 K (secundária)
2

Idade

~12,5 milhões de anos
2

Sistema múltiplo?

sim — binária espectroscópica com período orbital de 4,0145 ± 0,0001 dias, excentricidade 0,133 ± 0,017
2

Exoplanetas?

nenhum detectado
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Notas e pesquisa recente

Observações espectroscópicas de Vogel em 1890 mostraram que Spica está em revolução com velocidade de ao menos 90 km/s em órbita ao redor do centro de massa comum entre ela e uma companheira obscura, em período de cerca de quatro dias — sem eclipses mútuos, diferente do que ocorre com Algol
1
Estudo de 2016 registrou pela primeira vez variabilidade polarimétrica em Spica, com albedo geométrico medido em 3,61% (componente principal) e 1,36% (secundária)
2
É uma das estrelas lunares usadas em navegação, situada a apenas 2° ao sul da eclíptica e 10° ao sul do equador celeste, culminando em 28 de maio
1

Descrição

Spica marca a Espiga de Trigo segurada pela Virgem na mão esquerda — Aratos (séc. III a.C.) escreveu "em suas mãos"; Vitrúvio e Higino, "em sua mão direita"
1
É uma binária espectroscópica de brilho branco-azulado, nunca vista separada a olho nu
1

História

Um dos templos de Tebas, provavelmente dedicado a Mena/Min, foi orientado ao ocaso de Spica por volta de 3200 a.C.; o templo do Sol em Tell al-Amarna também foi orientado a Spica por volta de 2000 a.C.
1
Dois templos encontrados em Ramnos, na Grécia, seguem as posições variáveis de Spica ao longo do tempo, erguidos em 1092 e 747 a.C.; outro par semelhante existe em Tegeia
1
Segundo Brady, o alinhamento do templo de Diana em Éfeso, por volta de 715 a.C., reconhecia o nascer helíaco de Spica
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Foi a partir da observação de Spica e Regulus por Timócares de Alexandria, por volta de 300 a.C., e da comparação feita por Hiparco cerca de 150 anos depois, que se atribuiu a Hiparco a descoberta da precessão dos equinócios — embora registros babilônicos e a orientação de templos no Egito e na Grécia possam indicar conhecimento prático anterior desse fenômeno
1

Observação

Melhor época

culmina em 28 de maio; visível de março a agosto no hemisfério norte, acompanhando a constelação de Virgem
1

Localização

constelação de Virgem, próxima à eclíptica (2° ao sul)
1

Dificuldade

fácil — estrela de magnitude 0,97, a mais brilhante de sua região do céu
2

Instrumentos

visível a olho nu; binóculo ou telescópio pequeno para tentar perceber sua natureza binária (não resolvível visualmente por ser espectroscópica)
2

Curiosidades

Uma moeda de Sardes, capital da Lídia, traz a figura da Virgem com a espiga de trigo na mão esquerda; estáteres da Macedônia trazem representação semelhante
1
Spica, Denebola, Arcturus e Cor Caroli formam o asterismo popular conhecido como "Diamante de Virgem"
1

Referências

  1. Star Names: Their Lore and Meaning — ALLEN, Richard Hinckley — 1963 [1899]
  2. Compilação de dados astronômicos atuais — Wikipedia ("Spica"), com dados de paralaxe, massa, temperatura e binariedade — 2026 ↗
  3. Star Tales — RIDPATH, Ian ↗
  4. Brady's Book of Fixed Stars — BRADY, Bernadette — 1998